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O pior vôo da minha vida (ou Terrorista, eu?)

Fala cambada!

Então, quem me acompanha pelo Twitter, tem visto minha saga pelos aeroportos do mundo. E agora eu tenho que falar do pior vôo que eu já tive, que foi o vôo Rio-Paris antes da conexão para Zurique. Tudo começou com a compra das passagens pela Air France. Tudo muito bom, sistema organizado e rápido e me deixava já escolher minha poltrona. O problema é que eles apresentavam as poltronas em blocos de 10 e eu não me liguei disso na hora. Comprei a passagem e escolhi a poltrona 30F achando que tinha me dado bem que ia conseguir ficar no inicio do bloco, pra poder ter espaço para as pernas... Quando eu entrar no avião, vocês vão ver onde eu sentei...

Chegando no aeroporto do Galeão, fui fazer o check-in. Dessa vez sem pagar excesso de bagagem, ainda que voltando da Europa três dias antes com malas do mesmo peso, tenha pagado 100 euros em cada uma (com a mesma companhia). Feito o check-in, os problemas começaram na hora de passar pela segurança. Minha mala de mão, geralmente tem o Mac, o iPad, o HD externo e o stand do Mac. Os três primeiros já saem automaticamente da mala antes do Raio-X, mas até anteontem nunca tinha tido problemas com o último. Passa tudo pela máquina e a tia que tava operando manda voltar a mala pq tinha alguma coisa que ela não entendia o que era (o stand do Mac que é feito de bambu e tem dois coolers acoplados). Aí vem um dos seguranças pedindo preu tirar da mala pra ele ver. Ele também nunca tinha visto um desses e chama um Policial Federal pra conferir. Policial esse que também não conhecia o modelo. Aproveitando que já tava ali, me pediu passaporte, passagem, perguntou pra onde eu ia e o escambau. No final das contas me deixou passar, mas nisso o vôo já estava na última chamada. Juntei minhas coisas, joguei tudo na mala e fui pro avião acreditando que poderia arrumar tudo direito na minha ótima poltrona. Doce ilusão...

A 30F fica no meio de tudo. Eu mal tinha espaço pra respirar, esticar as pernas então era impossível. E os meus companheiros de viagem foram uma história à parte. Na 30E tinha um cara que não conseguia ficar 3 minutos parado. Sempre balançando a perna e enchendo o meu saco. Na 29F, tinha uma senhora que acreditava que a única posição possível da poltrona era inclinada. Vontade de matar a velha pelas quase 12 horas de vôo. Mas o principal era o cara da 30G...

Imagina alguém que senta na poltrona do avião como se a parada fosse de madeira, completamente tenso. O cara suava o tempo todo, toda hora pegava um lenço para enxugar a testa. Dava pra ver que tava nervoso com alguma coisa. Aí ele liga a tela pra ver alguma coisa e cola o ouvido pra tentar escutar o programa (fone pra que?). No final ele desistiu da posição ridícula, aumentou o volume ao máximo e se resignou a não escutar nada, só vendo as imagens.

Tudo continua bem, o cara ainda suando, ainda nervoso, cerca uma hora e meia de vôo, ele me tira do bolso uma Misbaha, que são 99 contas representando os 99 nomes de Alah. Nessa hora, eu que já tava bolado, quase pirei. O cara nervoso, não sabendo como funcionam as coisas num avião, suando e ainda me tira uma Misbaha e começa a rezar. Pensei: Pronto, morri! O cara tá viajando pela primeira vez e vai explodir o avião em "comemoração" antecipada ao 11 de setembro!!! PQP!!!

Ainda tentei dar o benefício da dúvida, porque os budistas usam uma muito parecida também. Ele bem que poderia ser budista. Se fosse, tava tudo tranquilo. Só que para aumentar o meu desespero, depois de uma meia hora o cara levanta, abre o compartimento de bagagem e pega um livro na mala. Senta de novo, toca o livro na cabeça, abre e começa a ler. Isso mesmo! Ele pegou uma cópia do Alcorão! Escrita em árabe!!!

Meu único pensamento foi: FUDEU!!!!!!

Alguém tem noção do perrengue que foi o vôo até chegar em Paris? Sei que foi preconceito meu, que existem terroristas católicos, protestantes e de mais um monte de religiões, mas com tudo que se vê na TV e na internet, perto do 11/09 e todo comportamento do cara, não dava pra pensar outra coisa. Não passava nem agulha até a hora que eu finalmente saí do avião. Pior vôo da minha vida. E a segurança do aeroporto ainda achando que eu era o terrorista... Abraços.

Ship's Life (ou #trabalhodecorno)

Cambada, a casa tá caindo presses lados de cá.

Quem me acompanha no twitter tá ligado na bagunça que tá sendo esse final de contrato. A contagem regressiva ainda tá rolando, mas pode ser que sejam adicionados mais 14 nessa brincadeira. E faltariam somente 12 dias.

Tudo começou no longíquo último domingo (Savona para os íntimos ou o pesadelo de toda semana para os mais íntimos ainda). Quer dizer, na verdade a bagunça começou mesmo ano passado quando eu aceitei embarcar nesse navio, mas isso não importa para a nossa história. Continuando. Domingo passado, quando faltavam míseros 14 dias pra cumprir de pena, me chega um e-mail da sede da companhia em Genova (nota, o e-mail chegou quase dez da noite), me perguntando se eu poderia ficar mais duas semanas, que eles estão com problemas de pessoal e tal e coisa e coisa e tal. Não respondi. Primeiro pq não vi mesmo. Só fui ver no outro dia. Mas só de sacanagem (nunca me deram nada de graça, mesmo) resolvi deixar pra responder hoje. Aí ontem a noite me preparando pra dormir, uma das minhas enfermeiras me liga dizendo que o Diretor Sanitário tava chamando todo mundo no hospital. Eu já fui pensando que deu merda. Tem alguém morrendo ou coisa do tipo. Antes fosse…

Naquele momento fomos informados, que por problemas de pessoal, um dos outros navios iria ficar só com uma enfermeira a bordo e para que isso não acontecesse, iríamos mandar uma das nossas de brinde para eles. Ou seja, depois de oito meses a bordo, já contando os dias para ir embora, recebo um pedido pra continuar mais um pouco e depois uma carcada dessas. Ninguém merece.

Mas esse é o tipo de "organização" que a gente tá cansado de ver nessa Companhia. Se você pensar que o chefe do Departamento Médico dos 13 (se não me engano) navios da Costa, mais 03 navios da Ibero e mais dois da AIDA é um cara que não conseguiu fazer melhor do que ser um 3º Oficial de ponte. E que o seu segundo em comando nunca foi mais do que um Photo Manager, já sabemos o que podemos esperar...

No final, acabei respondendo meu manager. Mas aproveitando que a merda tá subindo pra ele e quando a merda bate na bunda todo mundo pula, pedi mundos e fundos. Se não me der o que eu quero, não fico nem um minuto a mais do que o tempo que já fiquei além do meu contrato (É ótimo negociar com a faca e o queijo na mão). Agora é esperar pra ver. Abraços.

P.S.: O projeto de reformulação para a versão De Cu É Rola!!! 3.0 está programado para acontecer assim que eu conseguir sair de férias. Aguardem e confiem.

P.S. 2: Pra quem não sabe como me achar no twitter: @aztronauta (duh! achou que fosse colocar o que? @ermenengildo???) E sim, teremos um botão em algum lugar do layout novo com o link do meu twitter e integração com redes sociais.

P.S. 3: Pra quem não sabe, 3º Oficial de ponte é o cara mais bunda que existe numa ponte de comando. Só perde quando tem algum cadete na jogada. E o cara não conseguiu passar disso…

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Lion Saga!

Não, não estamos falando de Thundercats. Estamos falando do novo OS da Apple e de toda a aporrinhação que estou sofrendo para conseguir finalizar o download.

Tenho que dizer que realizar esse download em uma conexão de celular na Itália não é a coisa mais inteligente do mundo, mas nas minhas poucas horas de folga, ir para uma Apple Store para fazer o download não é a minha principal vontade. E ainda encontramos dois problemas no meio do caminho. Internet no Mac só mesmo na Itália. E como na semana, passo dois dias e meio na Itália e o resto fora fica mais difícil ainda. Outro grande problema é que a Apple decidiu (ou tenho um problema no meu computador) que diferente dos downloads normais da Apple Store você não pode pausar o download e começar de onde parou outro dia.

Passei o domingo todo tentando baixar o Lion, mas saímos de Savona por volta das 17 e eu perdi a conexão. Deixei onde estava, desliguei o computador e beleza. Ontem fui continuar e pra minha surpresa começou do princípio. Beleza... Vamos de novo. 2 giga e meio baixados quando saímos de Napoli. Pra tentar não ter que começar de novo hoje, deixei o Mac ligado, com a App Store aberta e blá, blá, blá (sim, num momento idiota achei que fosse manter onde estava se ficasse tudo do jeito que estava). Chegamos em Catania e vamos de novo. Mais uma horinha e terminamos tudo... OH! WAIT!

Não senhor, tem que começar do zero de novo. Tenho que dizer que tô ficando mais puto a cada momento que passa. Nesse momento faltam ainda três horas para terminar o download. Vamos ver quanto tempo realmente vai levar. E depois de terminar o download e instalar o Lion, provavelmente ainda vou ter que perder um bom tempo atualizando os programas!!! Ninguém merece. Abraços.

 

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Space Shuttle Atlantis (ou pq acabou?)

Então, como eu falei hoje cedo no Twitter (onde estão meus fiéis treze leitores que ainda não estão me seguindo?), assisti de novo ao vídeo de lançamento da Atlantis. A última vez que tivemos a oportunidade de ver um ônibus espacial indo aonde nenhum outro homem jamais esteve. Quer dizer, na verdade eles foram só até a Estação Espacial e uma porrada de gente já deu seus passeios por lá. Mas vocês entenderam a idéia. E e incrível que eu sempre me emociono vendo um lançamento de um shuttle. Especialmente com esse porque foi a última vez que veríamos uma coisa dessas por um bom tempo. Quer ver também, é só clicar aqui, que você vai pro site da NASA. Lá você pode ver também o vídeo da desacoplagem do tanque externo da Atlantis já em órbita. E é um momento lindo. A gente tem a visão entre o tanque o shuttle e dá pra ver detalhes da cobertura cerâmica (a parte preta embaixo da nave) de proteção térmica e como o tanque é ligado a nave. E tudo isso tendo como pano de fundo a curvatura da Terra. Acho que dá pra imaginar pelo nick que eu curto qualquer coisa que envolva espaço e afins, né? Nada do tipo sempre quis ser um astronauta. Mais pela idéia da descoberta, dos avanços tecnológicos que nos permitiriam essas "aventuras" e descobrir o que tem lá fora (não! Não sou fã de Arquivo X).

É lógico que a coisa toda sempre foi arriscada, tipo tentativa e erro (Challenger, estou olhando pra você). Mas por mais que ninguém deixe lembrar e lamentar os erros, os acertos quando aconteceram sempre foram espetaculares. Porra, a gente pisou na lua (teorias de conspiração que vão pra PQP) e a gente foi capaz de colocar um "prédio" no espaço (dois na verdade) e fazê-los continuar funcionando por um longo tempo. E a quantidade de tecnologia que foi desenvolvida para as missões espaciais e depois foram sendo assimiladas na nossa vida civil é absurda. Tipo quando mostram a tecnologia apreendida no primeiro MIB. Só que nesse caso é tudo nosso. Tudo fruto do instinto do ser humano de tentar ir além, de continuar tentando. E isso por si só me faz manter a fé na humanidade. Mesmo que de vez em quando seja difícil.

Hoje de manhã foi a última desacoplagem de um ônibus espacial da Estação Espacial para iniciar o vôo de volta a Terra (o vídeo está aqui). E pra quem gosta é um momento impressionante. O vídeo na verdade não mostra nada de mais. Foi feito por uma das câmeras de dentro da estação, mas parar pra pensar que foi a última vez...

Aproveitando que já estava lá acompanhei por algum tempo a cobertura ao vivo do Centro de Controle em Houston e acabei ouvindo do narrador uma coisa extremamente interessante e que promete para o futuro. Durante um momento eles estavam mostrando uma bandeira americana presa em cima de uma das escotilhas e o narrador estava explicando que aquela bandeira não iria voltar pra Terra. Ele iria ficar lá esperando os próximos astronautas de futuras missões. A NASA pretende no futuro (não entendi direito quando porque estava trabalhando) utilizar a Estação Espacial como ponto de partida para missões espaciais que seriam lançadas de um ponto em LOE (Low Earth Orbit ou Baixa Órbita Terrestre numa tradução porca) em direção ao DEEP SPACE! E a bandeira só vai sair dali com um desses futuros astronautas para ser levada em uma dessas missões. Ou seja, o futuro já está sendo planejado e isso todo mundo sabia. Mas agora se tem uma dimensão de onde a coisa toda pode estar indo... Dá pro futuro chegar logo? Abraços.

Ah, momento bônus sardinha do dia. Em homenagem ao Space Shuttle Program, na noite de amanhã segundo o site do Empire State Building, o prédio vai estar com as luzes acesas com as cores vermelha, branca e azul. Como uma forma de indicar o "caminho" de volta.

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Homem Ao Mar!!!

Como prometido, tô de volta. Agora com um Mac debaixo do braço, fica bem mais fácil posta. É só achar uma rede Wi-Fi aberta que é tudo nosso. Tenho que falar pra vocês, morar dentro de um navio, é bizarro. Ver as mesmas pessoas todos os dias, todo mundo acaba sabendo de tudo o que você faz (querendo ou não), a mesma rotina sempre... Mas tem hora que morar aqui dentro é a coisa mais foda do mundo. Principalmente por todos os lugares que a gente vai conhecendo pelo caminho. Pena que não carimbam meu passaporte em todo porto que eu paro. Se fizessem isso, eu ia precisar de pelo menos mais um até o final do contrato, pq quase todo dia eu tô num porto diferente, num país diferente. Já passei por Cabo Verde, Ilha da Madeira, Gibraltar, Espanha em três lugares diferentes, França, Marrocos, Portugal, Itália e ainda vou passar essa semana pela Tunísia e pela França de novo. E mês que vem começa a temporada no Norte da Europa. Suécia, Finlândia, Islândia, Noruega, Alemanha, Rússia... Ah, já falei que em duas semanas tô largado em Amsterdam??? O ritmo do navio é frenético e a "Life on Board" é acelerada. Quando der eu passo aqui e deixo outro post. Segundo as informações, no norte tem Wi-Fi em tudo quanto é canto. Aí fica mais fácil. Comentem, que sempre que for possível eu vou responder. Ah, quem souber de um bom programa para blogar no Mac, deixa um recado aí. Já tem foto no Orkut e no Flickr. É só procurar. Valeu. Abraços, galera.

Diretamente de Tenerife

Mais de tres meses de silencio e duas tatuagens novas, deixando todo mundo na mao, mas foi por um bom motivo. Como ja tinha falado aqui no ultimo post, to dentro de um navio, ralando que nem um corno. O ritmo e frenetico, mas vale a pena. To em Santa Cruz de Tenerife hj, partindo pra Casablanca e chegando na Italia 02/04. Nao tenho tido tempo nem pra me cocar direito, mas a parada ta fluindo. O mais bizarro foi o Carnaval, trabalhando 18 horas por dia direto e ainda tendo que rir pra passageiro, mas pelo menos to recebendo em Euro, que e mto melhor do que em Real. Ainda to sem computador no momento, por isso que nao tem rolado de postar nada. Mas assim que eu comprar meu Mac, a parada vai voltar a fluir e vou colocar as fotos dos lugares onde eu for passando pra vcs verem. Foi mal a falta de acentos e cedilhas, mas esse e o preco por usar um computador com teclado italiano. E uma merda... Abracos pra todos. Continuem comentando, que eu continuo respondendo quando der. Ah, e vem ai Norte da Europa. Suecas, Norueguesas, Finlandesas. Quero mais alguma coisa da vida???

Navegar é preciso!

Fala, cambada. Eu disse que algumas novidades estavam a caminho e que vocês deveriam esperar um pouquinho e segurar a curiosidade para descobrir o que aconteceria. Pois bem, agora eu já posso contar pra vocês. Amanhã, estarei entrando no navio de cruzeiro Costa Magica para um período de oito meses de trabalho como enfermeiro. Serão oito meses viajando e conhecendo o mundo e sempre com fotos e relatos das bizarrices que eu for encontrando pelo caminho para vocês. Só nessas primeiras semanas que a parada vai ficar meio bizarra, pq já me avisaram que as primeiras semanas vc não tem tempo nem pra se coçar, quanto mais para poder blogar. Mas podem ficar tranquilos, que o blog não será abandonado. Vocês continuarão a ler minhas besteiras (pelo menos, eu espero). Ah, pra dar inveja em todo mundo, olha a foto do navio aí embaixo. Abraços.

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E o apelido dele é tripé (ou Ainda Sobre Santos)

Já contei pra vocês sobre minha semana em Santos. Sim, eu sei. Não falei quase nada, mas é pq não tinha muita coisa pra falar mesmo. A não ser que vocês queiram saber dos meus hábitos alimentares, soníferos e excretivos durante a viagem. Sim, eu sei que a imagem foi horripilante, mas assim acabam de vez todos os pedidos para saberem mais da minha viagem. Eu não fiz turismo em Santos, então não tem como falar da cidade.

Mas voltando ao que interessa, que era o motivo desse post. Em Santos conheci dois irmãos goianos. Não, eles não eram uma dupla sertaneja. Ou pelos menos, juraram de pé junto que não eram. Se bem que o nome deles até rolava. Lucas e Thiago, ou Thiago e Lucas. Depende da preferência da pessoa. E não era nenhum deles que tinha como apelido tripé. Principalmente pq esse é um blog de família (qual?), respeito (eu finjo) e de muita seriedade (tá, forcei a piada) e eu não falaria de um assunto desses aqui.

Porra, tô divagando de novo. Rápido e rasteiro agora, então. Esses dois irmãos passaram a semana toda falando de uma banda chamada Pedra Letícia. Que a banda era fodona, que era isso, que era aquilo e o escambau. Parecia até um tio beatlemaníaco que eu tenho quando começa a falar do Fab Four. Aí eles começavam a cantar as músicas dos caras. Nesse momento todas as dúvidas que eu pudesse ter sobre eles serem uma dupla sertaneja caíram por terra. Mas as músicas da banda eram hilárias. Eu achei muito foda e fiquei na pilha de quando voltasse à civilização (do verbo, meu computador) eu ia parar e procurar os vídeos e as músicas dos caras no YouTube.

Demorou um poquinho, mas eu fui lá e procurei e tinha que vir aqui falar com vocês. A parada é muito foda. Os caras são engraçados ao cubo e tocam bem. O título do post de hoje é uma parte da música que vocês vão poder ver aí em baixo. Percam um pouco do tempo de vocês para assistirem ao vídeo e depois deixa um comentário aí dizendo o que vocês acharam. Tenho certeza que vocês não vão se arrepender. Ah, clica no link YouTube e vc vai parar nos resultados da banda no YouTube. E agora com vocês, sem mais delongas: Pedra Letícia com Como Que Ocê Pode Abandoná Eu. Abraços.


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Semana em Santos

Já que já tão até pedindo a criação de uma nova categoria no blog, deixa eu postar alguma coisa, antes que esse pedido de um vire um apelo das massas.

Essa vai ser uma das minhas poucas viagens, que não vai rolar fazer uma descrição detalhada de tudo que aconteceu, com fotos, textos engraçados e comentários semi jocosos e mezzo sarcásticos sobre a cidade por alguns motivos. Primeiro e mais importante: não fiz muita coisa digna de nota em Santos; Segundo: não levei minha câmera, então tenho que esperar a galera que estava lá comigo e ficou mais uma semana voltar para suas respectivas casa e me mandar as fotos para escrever alguma coisa; Terceiro: andei muito pouco na cidade.

Fui pra lá no domingo passado (02/11) para fazer um treinamento para uma empresa (não, vocês não precisam saber que empresa é essa ainda. Esperem a hora certa, crianças). Fui pra passar a semana toda num hotel, custeado pela empresa e quem não se desse bem nesse treinamento, rodaria do processo seletivo. Já fui pra lá esperando o pior. Como na semana anterior, não estava em casa com meu PC do lado, nem tive a manha de pegar algumas informações sobre a cidade, sobre o hotel e tals. Cheguei em Santos esperando ficar num muquifo xexelento na pior parte da cidade. E tive uma ótima surpresa. Fiquei num hotel bastante agradável (nenhum 5 estrelas, mas dava pro gasto) a coisa de três quarteirões da praia. Não sei se a praia ali no local era boa para o banho, poluída, se tinha tubarão ou qq outra coisa, pq só passei por ali um dia de noite procurando um lugar pra comer com o pessoal.

Já de cara no domingo, tivemos uma reunião com o representante da empresa que nos explicou como funcionaria o curso, o que estava no esperando e tudo o mais. Depois dessa reunião, acabei me enturmando com o resto do pessoal, aproveitando que tinha outro "carioca" no meio da galera e saímos em busca de um lugar para comer. Acabamos parando no Extra, comprando pão e frios e um monte de cerveja. Começava aí uma semana etílica para ninguém botar defeito. Passamos a semana inteira de pé quase o dia todo, sempre de sapato social, calça social e camisa polo da empresa pra dentro da calça. No final do dia a única coisa que podia dar algum ânimo para dar uma olhada nos assuntos abordados no dia eram algumas meia dúzia de várias cervejas.

Pelas minhas contas, bebemos todos os dias. Desde o domingo que eu cheguei, até o sábado véspera da minha partida. Só não bebi no domingo, pq eu peguei o ônibus nove da matina e não tinha ninguém acordado com ânimo de beber na hora que eu saí. Algumas pessoas disseram que na terça-feira nós não bebemos, mas eu acredito que isso seja intriga da oposição. Principalmente pq no domingo eu comprei dez Heinekken grandes e um outro maluco comprou uma caixa de Bohemia, sendo que bebemos só uma parte das minhas cervejas. O resto das Heinekken foram bebidas na segunda, sobrando as Bohemias para terça, pq na quarta tivemos que comprar mais cerveja. E assim foi durante toda a semana.

Acordar de manhã, ir pro treinamento, voltar pro hotel no fim da tarde, beber cerveja em volta da piscina, voltar para um dos quartos e continuar bebendo cerveja, dar uma olhada na matéria, dormir para acordar na manhã seguinte. Tenho que admitir que não foi uma das semanas mais produtivas da minha vida (já consegui fazer pior, mas isso não vem ao caso), mas valeu a pena. Conheci muita gente interessante (é... volta, que isso é letra de música), visitei uma cidade nova, conquistei novos conhecidos e alguns possíveis amigos e isso tudo na faixa, tendo que pagar só a cerveja e o transporte. Tá bom ou quer mais. Prometo que assim que me mandarem as fotos, eu crio um set novo no meu Flickr pra vocês. Abraços.

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Perdido em Santos

Eu sei que eu prometi postar de forma mais regrada, mas não foi possível pq eu tive que viajar pra Santos e tô largado aqui até agora. Tô numa lan house só pra dar uma olhada nos meus e-mails e mostrar pra vocês que eu não esqueci dos meus 13 leitores. Podem esperar que depois que eu voltar para casa, teremos pots detalhados sobre minha passagem por Santos. Sets novos no Flickr e mais. Agora deixa eu correr, que meu tempo tá acabando. Abraços.

Vamos começar os trabalhos?!

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Enfim, chegamos no local dos shows, pra encontrarmos uma fila mais do que quilométrica. Ela começava na entrada da Pedreira, continuava pela rua, virava a esquina e ia embora... Nem em jogo no Maracanã eu tinha visto uma fila tão grande. Mas carioca que se preze (mesmo sendo macaense) é rato e sabe dar seus pulos... Eu ainda não tinha meu ingresso na mão. Como comprei pela internet, marquei pra pegar no local pq ia ficar menos caro. Um dos outros cariocas que tava comigo fez a mesma opção, então quando chegamos, tínhamos que descobrir onde pegar os ingressos. Fomos para o início da fila e perguntamos pro segurança: "Tá vendo aquela casinha ali, entre a fila e a entrada? É lá!" Isso mesmo amiguinhos. Depois de ficar horas na fila, vc ainda tinha que pegar outra fila pra poder ser revistado. E eles tavam liberando a galera pra ser revistada aos poucos. Assim que passamos por esse primeiro "check-in", um olhou pra cara do outro com aquela cara de "ele acha mesmo que a gente vai lá pro final?!" Pegamos os dois ingressos que a gente tinha que pegar, o outro carioca já tava a tiracolo fingindo que ia pegar ingresso tb e entramos direto na fila da revista. Nisso um segurança vem falar com a gente, que não podia fazer isso, que o pessoal ia reclamar, que isso, que aquilo. Aí a gente mandou que era do Rio (como se o sotaque já não tivesse dado a pista) e que não conhecíamos ninguém em Curitiba (mentira!!!) e coisa e tal. O cara continuou querendo mandar a gente de volta, só que nisso chegou um outro segurança, que devia ser chefe do primeiro, querendo saber o que tava acontecendo. Depois de ouvir a triste história dos cariocas perdidos em Curitiba, ele aproveitou que tinha mais uma galera vindo ser revistada e mandou a gente entrar junto com eles. 1x0 pros cariocas em terras paranaenses!!! Entramos na Pedreira e PQP, o lugar é foda. Tem até um laguinho. Pena que tava fechado e não dava pra dar um mergulho. Chegamos lá, ainda estavam arrumando o palco para o Hot Chip, que seria a primeira banda. Tinha escutado pouca coisa do Hot Chip. Cheguei a baixar os dois cds (mas depois apaguei do meu HD, como manda a lei...) dos caras e escutar e não me empolgou muito não, mas tb não tinha achado uma grande bosta, o que já era lucro. Mas o show foi legal. Acho que o clima de rave, no meio do mato, laguinho, música semi-eletrônica ajudou. No meio da segunda música já estava dançando amarradão. Eu e todo mundo que tava perdido por ali. Quando eles tocaram Over and Over (a mais conhecida deles, até eu conhecia), a galera pirou... Foi o primeiro dos dois momentos da noite que eu achei que se deixassem ia ter gente no laguinho. Acabou o show deles e eles foram embora deixando um gosto de "quero mais" na boca de todo mundo. Aí começou a espera pelo que eu tinha certeza que seria o momento mais chato da noite. O show da Björk, arruma dali, coloca coisa daqui, sobe o pano de fundo... Depois de um bom tempo de espera, ela sobe no palco... E eu saio do meio da galera. Na boa, eu só consegui escutar duas músicas dela, antes de pedir pra sair... Ah, a galera que tinha chegado na Pedreira junto com a gente? Tava entrando agora... Me encontrei com eles, achamos um lugar mais tranquilo e ficamos batendo papo... E esse foi o segundo momento que eu achei que poderia ter gente dentro do lago. Só que dessa vez tentando se afogar... Achei que por tudo que a Björk sempre apresentou, se a música não agradasse, o show dela pudesse ser um espetáculo mais visual... Que nada... Depois que ela saiu do palco, tivemos mais um intervalo para que o palco dela pudesse ser desmontado para que os Arctic Monkeys pudessem tocar. E eles tocaram bem, bem pra kct. Desde o primeiro cd que eu curto o som deles. Um som limpo, sem mtas firulas, aquela porrada seca. Mas no cd sempre tem aquela coisa faltando. E o que tava faltando era uma apresentação ao vivo. Eles não são aquela banda que tenha aquele puta carisma, do tipo de sentar e bater papo com a galera, soltar umas palavras em português e coisas do tipo. Eles foram ali pra tocar e ponto. E sabem fazer isso de um jeito até surpeendente para um banda "novata". E o Alex tem uma presença de palco incrível (tudo bem que a Gibson que ele usou durante metade do show ajudou nesse ponto). Depois de um show relativamente rápido (vim saber agora que a culpa foi da Björk), os macacos árticos saem do palco para dar espaço para o The Killers. Após mais uma espera para troca de cenários, a banda americana entrou com tudo. Entraram como última banda da noite mesmo. Sabiam que eram a última atração, que neguinho tava ali desde cedo para vê-los, então quebraram tudo. Fizeram de longe o melhor show da noite, com a galera cantando todas as músicas e coisa e tal. Eles sim, tem carisma. O Brandon bateu papo com a platéia, fez graça e num contraste absurdo com a banda toda vestida com roupas sérias, o baterista deles tava vestido de Merlim. E destruiu três caixas durante o show. Foi um show animal, e eu tenho que concordar com o que disso o James Winscatchatchura, do Ranzinza. Com toda a teatralidade envolvida nos shows, eles querem ser o próximo Queen. Depois disso tudo, ainda fomos comer alguma coisa numa lanchonete de Curitiba que me serviu o maior X-Picanha que eu já vi na vida e comecei a minha viagem de volta às ensolaradas terras cariocas, que estavam debaixo de chuva quando eu cheguei, mas isso é papo para outra hora. Abraços.

P.S.: Quem quiser ver algumas fotos dos shows que eu tirei, é só dar uma olhada no meu Flickr ou no meu orkut. Tem fotos lá. E eu gravei também os Arctic Monkeys tocando Dancing Shoes e I Bet You Look Good On The Dancefloor e os The Killers tocando Mr. Brightside. É só seguir os links.

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Cheguei em Curitiba... O que eu faço agora?

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Continuando minha saga por terras paranaenses, cheguei na rodoviária (ou melhor, rodoferroviária, mesmo eu não vendo local pra pegar trem) de Curitiba às 2:15 da tarde, já xingando todo mundo. O esquenta tinha começado 12:30 e eu ainda não tinha chegado lá... Pra minha sorte, um dos caras que tava organizando o esquenta falou que por causa do meu atraso ele podia me pegar na rodoviária preu não perder mais tempo pra chegar lá. Aí foi questão de pisar em Curitiba, ligar pra ele e ficar esperando o cara me pegar. O que até que não demorou mto. De lá fomos para o prédio do maluco beber... E a parada tava bombando já. Coisa de quarenta pessoas jogadas no play do prédio do cara, bebendo até não poder mais. O único detalhe era que ninguém parecia saber fazer uma cerveja ficar gelada. Neguinho simplesmente pegava as cervejas e colocava a seco dentro do freezer. E em qq lugar do freezer. Eu encontrei latas de cerveja secas, na última gaveta da parada. Era pra que? Pra beber só depois do show mesmo??? Aí vai o carioca (todo mundo queria que eu falasse biscoito) da parada tentar fazer a cerveja gelar... Por falar em carioca, tinham mais três malucos daqui do Rio perdidos lá no esquenta, sendo que um deles era de Niterói. A Rede Glóbulo de Curitiba ainda estava lá fazendo uma matéria prum segmento jovem e chamou esse que vos escreve pra dar entrevista... Isso mesmo. A fama que não chega pra mim aqui no Rio, chegou em Curitiba. Milagres acontecem. Pois bem, depois de dar entrevista, encher o pote e conhecer pessoalmente um monte de gente que eu já tinha conhecido pela internet, chegou a hora de sair do esquenta e tomar o caminho da Pedreira... Vai então mó galera pegar ônibus pra atravessar a cidade. E eu finalmente tive a oportunidade de entrar num daqueles tubos de Curitiba. Pena que não tava com a cam na mão na hora pra poder tirar fotos. Pegamos um daqueles ônibus articulados pra ir pra um terminal maior e de lá pegar outro busão pra chegar na Pedreira Paulo Leminski. Três cariocas dentro de um ônibus que tem uma sanfona no meio, dá o que??? Uma mariola pro tiozinho desdentado lá do canto que falou que dá merda... Assim que a gente entrou no ônibus começaram as piadas sobre estarmos na feira dos Paraíbas em São Cristovão. Até chegar na Pedreira, cantamos uns três forrós e mais uma meia dúzia de funks antigos pra poder animar a viagem. O único problema era que só nós que estávamos fazendo isso. Até a galera que estava indo pro show com a gente estava quieta, cada um no seu canto... Eles tem que aprender a fazer uma bagunça... Urgente. Mas depois de andar por meia Curitiba, finalmente chegamos no local do TIM Festival. Mas isso fica para o próximo post.

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Fui para o TIM Festival, mas quase não cheguei...

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Eu sei que guerreiragem pouca é bobagem, mas tudo o que eu passei para chegar em Curitiba para o TIM Festival chega a ser sacanagem... Peguei um ônibus da Itapemirim na Novo Rio às oito da noite de terça-feira. Se tudo desse certo, nove da manhã de quarta estaria em Curitiba pronto pra encontrar uma galera local que ia organizar um esquenta antes de partir para o local do show. Ia ser tudo lindo, se todas as pragas que os meus fiéis 13 leitores e todos aqueles que já passaram por aqui, já rogaram contra a minha pessoa, não resolvessem fazer efeito juntas e no mesmo horário. Se eu tivesse ido de avião ao invés de ônibus, acho que todos estariam chorando o maior desastre da aviação mundial... Era capaz do meu avião colidir com outros três no ar e ainda cair em chamas em cima de alguma escola pra crianças especiais... Entrei no ônibus e tudo parecia que iria correr às mil maravilhas, em três horas faríamos uma parada pouco antes de sair do estado do Rio pra galera esticar as pernas e então iríamos direto até depois da cidade de São Paulo. Assim que o ônibus saiu da rodoviária vi que tinha alguma coisa mto estranha acontecendo. Como era um ônibus daqueles com TV, o piloto colocou um filminho pra gente ir assistindo. Mas foi um filme velho, mas tão velho, que eu nunca tinha ouvido falar de metade dos atores do filme... A outra metade eram meros figurantes e ninguém nunca ouviu falar deles mesmo, então não conta. Ainda bem que eu tinha um livro pra ler na mochila... Tudo ia bem (ou mais ou menos bem) até começarmos a subir a Serra das Araras. O trânsito tava embolado, encontramos um acidente pelo caminho e o filmezinho véio acabou. E o motorista inventou de colocar um outro DVD com uns clipes mais velhos que o filme que passava antes. Tinha até KC & The Sunshine Band. Sentiram o drama? Já viram que o negócio até aqui não tinha sido nada fácil né? Calma que piora. Começamos a descida da serra e o que já estava ruim ficou pior ainda. O ar comprimido do ônibus começou a escapar, a embreagem foi pra casa do chapéu e o freio começou a falhar. Vocês têm noção do que é a descida da Serra das Araras num ônibus sem freio? O motorista encostou o busão em algum ponto do que ele disse ser o km 184 da Nova Dutra e ficamos três horas esperando o socorro aparecer. Tipo, lembram que em três horas deveríamos já estar na primeira parada? Quando paramos no meio da serra, já deveríamos ter saído dela... Deus salve os engarrafamentos. A única coisa que fez as três horas parados no meio do nada mais suportáveis foi a garrafa de whisky que eu tinha mochila. Achei mais meia dúzia de cariocas, fomos para fora do ônibus e começamos a encher a cara. Como o tempo passou rápido depois disso. Finalmente chegou um ônibus tosco, véio pra kct (disseram que o 232 era mais confortável que aquilo, mas acredito que era intriga da oposição) pra levar a gente até algum ponto para trocarmos por outro ônibus fodão igual ao que a gente pagou. Você trocou de ônibus? Nem a gente... Depois de parar mais umas duas vezes em postos pelo caminho passamos pela cidade dde São Paulo. Por dentro da cidade de São Paulo. às 8:20 da manhã. Dá pra imaginar como estavam as marginais??? Depois de perder mais um bom tempo em engarrafamento, passamos por São Paulo e íamos sair do estado paulista. Não sem antes fazer mais uma parada em um posto e pegar nosso companheiro de viagens. Mais um engarrafamento. Perto da divisa entre São Paulo e Paraná, um caminhão largou uma meia dúzia de bobinas de papel pela estrada, causando mais uma retenção no trânsito. Pelo menos depois dessa conseguimos chegar em Curitiba sem maiores percalços. Chegamos em Curitiba às 2:15 da tarde. Exatas 5 horas e quinze minutos depois do horário previsto e dentro de um ônibus véio pra porra... A partir desse ponto começou a correria para encontrar o povo de Curitiba, beber um bocado e correr pra chegar na Pedreira a tempo de assistir os shows.

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TIM Festival Curitiba

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Deus salve o Google. No fim desse mês chega a primeira ordem de pagamento do Google para a minha pessoa. 100 doletas que vão me deixar bem feliz e pelas quais eu tenho que agradecer aos meus 13 leitores... No final do mês acontece no Rio, em São Paulo, em Curitiba e em Vitória a edição 2007 do TIM Festival. As únicas bandas que eu realmente queria assistir esse ano são os Arctic Monkeys e os The Killers, só que a grana tava curta e eu já tava quase desisitindo da brincadeira. Mas graças ao Google, tá tudo quase certo para que eu consiga assistir esses shows. Por mim eu assistiria no Rio. Marina da Glória, pessoas conhecidas, lugar conhecido. Tudo lindo. Tirando a programação e o preço. Numa tentativa de ganhar mais dinheiro, a organização do festival colocou The Killers e Arctic Monkeys em dias separados e os ingressos para as tendas onde vão rolar os shows já tão esgotados. Isso já deu uma broxada. Aí fui ver Sampa. Legal os shows vão ser no mesmo dia, mas pagar 200 dinheiros (não tenho mais direito a meia entrada) e ainda ter uma área VIP (400 dinheiros) na minha frente não rolava. Aí pensei em Vitória, um pouco mais longe do que Sampa, mas ainda era algo. Mas lá as duas bandas que eu quero ver não vão nem dar as caras. Minha última chance era Curitiba. E é nessa que eu vou. Os dois shows vão ser no mesmo dia. 31/10, pleno Dia das Bruxas e ainda contando com a Björk fazendo figuração. Mas pelo valor de 60 notas, quem liga??? Lá vou eu conhecer uma nova cidade e de quebra assistir a dois shows fodões... Algum dos meus treze leitores por acaso mora lá? Preciso de informações sobre como ir da Rodoviária (sim, vou de busão pq o dinheiro do Google ainda não dá pra pagar passagens de avião) até a Pedreira Paulo Leminski e vice-versa. Qualquer informação útil tá valendo. Abraços.

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Gol e Varig juntas

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Na boa, eu sou muito sortudo mesmo. No final do ano passado, os céus do Brasil estavam parados. Nada funcionava. A perguntava dos viajantes não era nem se iam conseguir chegar no destino, mas se iriam sair do seu local de origem. E o pior de tudo é que quem tinha que resolver não resolvia nada. Ficava um jogando o pepino pro outro e o outro jogava pra um terceiro e assim iam todos na dança sem resolver nada. No meio desse rolo todo, decidi viajar para o Rio Grande do Sul. Inicialmente optei por ir de ônibus para pelo menos ter a certeza de que conseguiria sair do Rio. E ia deixar para pensar nas 25 horas de viagem, só quando estivesse viajando. Mas da noite para o dia tudo se acalmou, os céus voltaram a ser de brigadeiro (nunca entendi o ditado) e depois de muita insistência da minha mãe, fui de avião. Tirando alguns percalços de última hora, até que correu tudo bem. Passou o carnaval sem nenhum problema e o brasileiro já tava até comemorando que nunca mias teríamos problemas desse tipo de novo. Ledo engano... A casa caiu de novo. Dessa vez o maior aeroporto em volume de tráfego no país parou por causa da quebra de um aparelho e com isso embolou toda a aviação nacional. E o pessoal do aeroporto pra tentar tirar o deles da reta disse que o aparelho novo já tá no lugar, mas o avião da FAB que ia testar a bagaça não tá funcionando e isso não é culpa deles... Eu desisti de procurar a explicação da FAB. Ia dar muito trabalho pra nada. Nisso tudo as companhias brasileiras estão quietas esperando pra ver quem vai levar a culpa antes de pensarem em fazer qq outra coisa. Todas menos uma. A Gol como quem não quer nada, na surdina, enquanto tava todo mundo olhando pro gato, foi lá e pegou o peixe todo pra ela. Tudo bem que o peixe já tava meio passado, mas é dela. Como??? A Gol vai passar a servir peixe nos voôs??? Não... Porra, neguinho apressado mesmo hein?! Nem deixa terminar a metáfora... O peixe que eu tô falando aqui é a Varig. Enquanto tava todo mundo com medo de fazer qq coisa, por não saber o que aconteceria com o mercado de aviação no Brasil, a Gol foi lá e papou a Varig. Um movimento audacioso, mas que pode dar grandes resultados para a empresa... Eles só podiam parar de servir Maxy Goiabinha como refeição de bordo. Isso é o fim da picada. Abraços.

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Ô Vidinha Besta 07 (Um Thunder com calda extra)

21/02/07 - Sétimo dia - Todo carnaval tem um fim, já dizia a música (não lembro qual agora. Quem souber me avisa). Tem nem muito o que falar desse dia não. Foi só o tempo de acordar, tomar café, colocar as malas nos carros e partir de volta pra civilização. Depois de mais uma porrada de horas dentro do carro, o que valeu foi parar no Outback do Recreio para almoçar. Nada como a cebola do Outback acompanhada por chopp gelado, um belo prato de carne como só eles sabem fazer e um Thunder com calda extra pra finalizar e dar aquele sono... O foda, foi o valor da conta... 40 e poucos dinheiros para cada um... Nessa hora bateu uma saudade de Santa Rita... Mas foi legal, tudo que é bom, uma hora termina e valeu o carnaval. Um monte de amigos gente boa, cerveja gelada, outras bebidas e muita comida... Ano que vem, quero ir de novo... Abraços a todos...

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Ô Vidinha Besta 06 (Rola um d20 pra iniciativa!)

20/02/07 - Sexto dia - E chegamos ao último dia de Carnaval. Porra, cheguei da balada eram quase cinco da manhã já... Só fui tomar consciência de quem eu era por volta das onze... E para "comemorar" o final do carnaval, o tempo resolveu ficar de graça e não deixar a gente curtir a piscina do jeito que dava. Se bem que foi até bom. Depois do almoço, os nerda mais hardcore que tavam na fazenda (eu incluído) resolveram jogar RPG. Criamos uma campanha de Dungeons & Dragons usando miniaturas e partimos pra dentro... Então foi a tarde toda e uma boa parte da noite, com neguinho rolando dado e discutindo regra. Tem coisa melhor que isso? E com a cerveja a alguns passos de distância... De noite fomos mais uma vez na pizzaria pra terminar bem o carnaval. Pena que dessa vez, a gente acabou fazendo extravagência e a conta deu 11,75 para cada um... Eu já falei que eu adorei a cidade??? Depois de voltar pra fazenda, ainda ficamos naquele clima de não deixar o carnaval terminar e ficamos bebendo e jogando conversa fora perto da piscina até altas horas da madrugada... E assim o carnaval terminou...

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Ô Vidinha Besta 05 (Salvem as minhocas da terra)

19/02/07 - Quinto dia - E vamos com a mesma toada de sempre. Acordar, comer, beber, cair na piscin... Não. Dessa vez foi diferente. Ao invés de todo mundo ir pra piscina, resolveram armar um jogo de vôlei. A parada começou como trios, evoluiu pra quartetos e no final, já estávamos em cinco, contra cinco. Um monte de gente batendo cabeça de cada lado da rede... E com uma das melhores e mais engraçadas narrações que eu já vi na minha vida. Depois do jogo, voltamos ao velho ritmo de sempre. De noite, voltamos a cidade, dessa vez para ver o desfile do bloco Ride Palhaço, só que dessa vez com carros alegóricos e o caralho a quatro. Vale uma explicação. O Ride Palhaço desfila três vezes. Uma vez com as crianças, tendo carros alegóricos, fantasias, enredo e tudo. Uma segunda vez com os adultos, mas no mesmo esquema das crianças. Claro que com um tratamento melhor. E um terceira vez, que é o chamado blocão. Todo mundo fantasiado de palhaço, da forma que quiser, com a camiseta do bloco, sem carro nem nada. Só na empolgação. Mas como uma das meninas ia ser destaque em um dos carros, fomos todos assistir. Depois do desfile, enquanto uma parte da galera voltava pra fazenda, eu e mais algumas pessoas resolvemos ir para o clube da cidade. Um espaço tocando marchinhas, outro axé e um terceiro tocando música eletrônica. Depois de dar uma gastada com a galera dançando axé, fui dançar música eletrônica. Era hilário a quantidade de gente que tomava toco tosco naquele clube. Isso pra não falar nos caras que já chegavam de forma tosca nas mulheres... Cenas bizarras... Mas minhoca da terra sempre é bom pra levantar o moral num fim de carnaval e não deixar passar em branco... Depois de fritar um tempo na música eletrônica, tava na hora de me reencontrar com o meu povo pra partir de volta pra fazenda... E o carnaval tava terminando... Já sabem onde tem fotos. Abraços...

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Ô Vidinha Besta 04 (Tenho cara de palhaço?)

18/02/07 - Quarto dia - O dia começou quase igual. Só que no meio da manhã surgiu um porco para ser assado... Isso mesmo. Porco no rolete. Um porco inteiro, aberto, limpo e temperado colocado para assar logo de manhã num braseiro para ser comido só no fim da tarde. Vocês não tem idéia de como isso é bom. E ainda era o dia do desfile do blocão. O dia que todos da fazenda e mais grande parte da cidade iríamos pintar a cara de palhaço e desfilar pela avenida principal da cidade fazendo a festa. E pra gastar ainda mais, aproveitei que tava com o cabelo bem curto e consegui uma gilete na fazenda, terminei de raspar minha cabeça, deixando tudo lisinho. Aí foi só encontrar alguém que soubesse desenhar para fazer isso que tá aí do lado na minha cabeça. E ainda tinha a maquiagem normal de palhaço e roupa de palhaço. O desfile acabou não sendo tudo o que poderia ser pois teve N problemas de organização. Mas valeu a pena. Ver mineiros dançando funk no meio da rua com passinho ensaiado foi a parada mais bizarra da noite. E o carro de onde tava saindo o som, ainda tinha um ventilador ligado dentro pra não superaquecer a aparelhagem. Conhecer pessoas cujo apelido lembre uma peça de carne, também é algo diferente, que eu nunca pensei que fosse acontecer comigo... Mas depois de duas "escolas de samba", finalmente liberaram a avenida para os palhaços. E mesmo sendo já por volta de uma e pouca da manhã, os palhaços fizeram bonito. Pra onde vc olhasse tinha palhaço brotando. Colocaram um carro de som na frente com as músicas do bloco e pronto. Tava formado o blocão, meio que as pressas, meio qu de qualquer jeito, mas com a galera disposta a se divertir e divertir quem mais tivesse em pé aquela hora. Fizemos um desfile digno... Depois disse foi voltar pra fazenda e dar um jeito de tirar toda a maquiagem antes de dormir. E vcs já sabem. É só dar um tapa no palhaço da careca (ou na careca do palhaço) que tem mais fotos. Abraços...

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18/02/07 - Quarto dia - O dia começou quase igual. Só que no meio da manhã surgiu um porco para ser assado... Isso mesmo. Porco no rolete. Um porco inteiro, aberto, limpo e temperado colocado para assar logo de manhã num braseiro para ser comido só no fim da tarde. Vocês não tem idéia de como isso é bom. E ainda era o dia do desfile do blocão. O dia que todos da fazenda e mais grande parte da cidade iríamos pintar a cara de palhaço e desfilar pela avenida principal da cidade fazendo a festa. E pra gastar ainda mais, aproveitei que tava com o cabelo bem curto e consegui uma gilete na fazenda, terminei de raspar minha cabeça, deixando tudo lisinho. Aí foi só encontrar alguém que soubesse desenhar para fazer isso que tá aí do lado na minha cabeça. E ainda tinha a maquiagem normal de palhaço e roupa de palhaço. O desfile acabou não sendo tudo o que poderia ser pois teve N problemas de organização. Mas valeu a pena. Ver mineiros dançando funk no meio da rua com passinho ensaiado foi a parada mais bizarra da noite. E o carro de onde tava saindo o som, ainda tinha um ventilador ligado dentro pra não superaquecer a aparelhagem. Conhecer pessoas cujo apelido lembre uma peça de carne, também é algo diferente, que eu nunca pensei que fosse acontecer comigo... Mas depois de duas "escolas de samba", finalmente liberaram a avenida para os palhaços. E mesmo sendo já por volta de uma e pouca da manhã, os palhaços fizeram bonito. Pra onde vc olhasse tinha palhaço brotando. Colocaram um carro de som na frente com as músicas do bloco e pronto. Tava formado o blocão, meio que as pressas, meio qu de qualquer jeito, mas com a galera disposta a se divertir e divertir quem mais tivesse em pé aquela hora. Fizemos um desfile digno... Depois disse foi voltar pra fazenda e dar um jeito de tirar toda a maquiagem antes de dormir. E vcs já sabem. É só dar um tapa no palhaço da careca (ou na careca do palhaço) que tem mais fotos. Abraços...

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